Ciência de dados aplicada à saúde

O dado que decide já está dentro da sua instituição.

A Coorte transforma registros de rotina — prontuário, laboratório, prescrição, dispensação e faturamento — em evidência epidemiológica, indicadores de gestão e sistemas de vigilância. Rigor de pesquisa clínica, entrega de engenharia de dados.

Coorte · exemplo de saída
1.5001.000 5000
Coorte acompanhada Casos com desfecho

Dados ilustrativos.

10 anosde microbiologia hospitalar reanalisados (2016–2025)
~1 milhãode hemoculturas processadas em um único complexo hospitalar
64 milepisódios de infecção urinária em coorte municipal ligada
5 basesadministrativas do SUS integradas no nível do paciente
O problema

O gargalo não é falta de dado. É falta de caminho entre o dado e a decisão.

Hospitais e secretarias já produzem, todo mês, mais registro do que conseguem ler. O que falta é a ponte — e ela quebra sempre nos mesmos três pontos.

O dado existe, mas não é confiável

Texto livre, código sem padrão, encoding corrompido, identificador que não liga entre sistemas. Sem uma fundação de dados verificada, todo número seguinte é opinião.

O relatório existe, mas não vira ação

Um PDF com trinta gráficos não diz a ninguém o que fazer na segunda-feira. Falta a lista nominal, o alerta, o indicador com dono e periodicidade.

O projeto existe, mas não sobrevive

Quando a análise mora no notebook de um consultor, ela morre com o contrato. Entregamos código versionado, dicionário de dados e documentação — a instituição fica com a capacidade.

O que fazemos

Três frentes sobre a mesma fundação de dados.

Começamos sempre pela camada que ninguém quer fazer — ingestão, limpeza, ligação de registros, dicionário — porque é ela que sustenta tudo que vem depois.

01 — Evidência

Estudos com dados de rotina

Coortes retrospectivas, prevalência com recorte de equidade, modelos de risco e avaliação de intervenção com desenhos que aguentam revisão por pares.

  • Definição de caso e coorte a partir de CID, CIAP, exames e prescrição
  • Séries temporais interrompidas para avaliar protocolos e diretrizes
  • Modelos multivariáveis de desfecho, com confundimento declarado
  • Métodos, resultados e material suplementar prontos para submissão
02 — Gestão

Indicadores, painéis e listas de trabalho

A camada que a gestão usa: indicadores com definição escrita, painel que abre sem servidor e lista nominal de quem precisa ser chamado.

  • Indicadores de atenção primária, ICSAP e acompanhamento de repasse
  • Painéis territoriais por unidade, bairro e vulnerabilidade
  • Listas de busca ativa: rastreamento em atraso, exame vencido, sem tratamento
  • Auditoria clínica: prescrição fora de diretriz, cultura positiva sem conduta
03 — Produto

Do piloto ao sistema em operação

Quando a análise precisa rodar sozinha todo mês, viramos produto: pipeline, alerta, interface e transferência para a equipe da casa.

  • Vigilância automatizada com detecção de sinal e alerta
  • Instalação local — o dado não sai da instituição, com trilha de auditoria
  • Integração com laboratório, prontuário e equipamentos
  • Documentação, treinamento e transferência de código
Casos

Dois ambientes, uma mesma arquitetura.

Um complexo hospitalar terciário e uma rede municipal inteira. Em ambos, a matéria-prima foi o registro que já existia.

Hospital das Clínicas · FMUSP

Dez anos de hemoculturas, de arquivo bruto a vigilância

MicrobiologiaResistência antimicrobiana Detecção de surtoQualidade laboratorial

Reconstruímos a série histórica completa de hemoculturas do complexo entre 2016 e 2025 a partir das extrações do laboratório e do equipamento — passando por padronização de organismos, perfis de sensibilidade, pareamento de frascos e identificação de contaminação.

Sobre essa base, entregamos análise de tendência de resistência por instituto, tempo até a detecção, qualidade de coleta e recoleta, trajetórias de pacientes e um mecanismo de sinalização de aglomerados por unidade — além do relatório institucional completo e do protótipo do sistema de vigilância.

2016–2025série histórica reconstruída
~1 milhãode frascos de hemocultura
Relatório + paineldocumento institucional e painel interativo
Protótiposistema de vigilância com alerta de aglomerado
Prefeitura de São Caetano do Sul

A rede municipal inteira ligada no nível do paciente

Atenção primáriaInfecção urinária Uso de antimicrobianosEquidade territorial DiabetesRastreamento

Integramos as bases de atenção básica, hospital, exames, prescrição e dispensação de medicamentos do município e verificamos a ligação entre elas no nível do paciente — construindo a espinha de atendimentos que sustenta todas as análises seguintes.

A partir dela: coorte de infecção urinária com definição de caso em camadas, itinerário de cuidado e desfechos, modelos de escalonamento e recorrência, classificação AWaRe do antimicrobiano prescrito, avaliação por série temporal interrompida do efeito de uma diretriz municipal, análise de equidade por bairro e vulnerabilidade, indicadores de atenção primária com listas de busca ativa e painéis para a secretaria.

64.449episódios de ITU em 40.920 pacientes
2023–2026janela de registros integrados
100%de ligação verificada com a base laboratorial
MRC · FAPESPestudo no âmbito da rede CAMO-Net
Método

Cinco etapas, sempre nesta ordem.

Nenhuma análise começa antes de a fundação estar verificada. É mais lento no primeiro mês e mais rápido em todos os outros.

Etapa 01

Diagnóstico

Inventário das bases, perfil de campos, cobertura por período e o que efetivamente dá para responder com o que existe.

Etapa 02

Fundação

Ingestão reprodutível, correção de codificação, tipagem, ligação de registros verificada e dicionário de dados publicado.

Etapa 03

Definição

Caso, coorte, exposição e desfecho escritos em código e em português, com as listas de códigos versionadas e auditáveis.

Etapa 04

Análise

Descrição, modelagem e avaliação de intervenção — com limitações e vieses declarados, não escondidos no rodapé.

Etapa 05

Transferência

Relatório, painel, lista de trabalho ou sistema — mais o código, a documentação e o treinamento de quem vai operar.

Como a entrega se parece

O que chega à mesa de quem decide.

Um indicador com definição escrita, um gráfico que responde a uma pergunta e uma lista de pessoas para chamar. Nesta ordem.

Pacientes sem hemoglobina glicada há 12 meses
1.284
lista nominal por unidade
Cobertura de citologia, mulheres de 25 a 64 anos
61,4%
meta 80% · 8 unidades abaixo
Sinais de aglomerado em aberto
3
2 unidades · revisão pendente
Prescrições fora da diretriz no mês
147
auditoria clínica priorizada

Concordância com a diretriz de antimicrobianos

Percentual mensal de episódios tratados conforme a diretriz, antes e depois da publicação — série temporal interrompida.

0%20%40% 60%80% diretriz publicada · set/24 64% jan/24jul/24jan/25 jul/25dez/25
Ver os dados em tabela
PeríodoConcordância média
jan–ago/2024 (antes)42,0%
set–dez/2024 (após)53,3%
jan–dez/202559,8%

Resistência aos antimicrobianos de uso urinário

Percentual de isolados resistentes, entre culturas positivas do período.

Ciprofloxacino Ceftriaxona Amox./clav. Nitrofurantoína Fosfomicina 42%28%24% 6%4%
Ver os dados em tabela
Antimicrobiano% resistente
Ciprofloxacino42%
Ceftriaxona28%
Amoxicilina/clavulanato24%
Nitrofurantoína6%
Fosfomicina4%

Todos os números desta seção são ilustrativos e foram gerados sinteticamente para demonstrar formato de saída. Não representam dados de nenhuma instituição, paciente ou serviço.

Quem faz

Um núcleo pequeno, com as três competências na mesma sala.

Medicina, epidemiologia e engenharia de dados sentadas juntas. É o que evita que a análise seja tecnicamente correta e clinicamente irrelevante — ou o contrário.

retrato · 1:1

Paulo Suen

Direção científica

Médico-cientista de dados. Pós-doutorado no Hospital das Clínicas da FMUSP, com trabalho em vigilância microbiológica, resistência antimicrobiana e coortes de dados de rotina do SUS.

retrato · 1:1

[Nome]

Epidemiologia e bioestatística

[Uma a duas frases: formação, desenhos de estudo dominados, área clínica de origem, principais publicações.]

retrato · 1:1

[Nome]

Engenharia de dados

[Uma a duas frases: escala de dados já operada, integrações com prontuário e laboratório, prática de reprodutibilidade.]

Onde nosso trabalho acontece
Hospital das Clínicas · FMUSP
Prefeitura de São Caetano do Sul
MRC · UKRI
FAPESP
Rede CAMO-Net

Instituições onde conduzimos ou conduzimos projetos de análise. A menção não implica endosso comercial.

Como tratamos o dado

O dado não precisa sair de casa

Trabalhamos preferencialmente dentro da infraestrutura da instituição, com trilha de auditoria. Nuvem só quando é a escolha do cliente, nunca a condição do serviço.

Ética e base legal antes da primeira linha

Submissão a comitê de ética, termo de uso de dados de registro eletrônico e adequação à LGPD fazem parte do escopo, não do improviso.

Limitação declarada é entrega

Cobertura incompleta, viés de indicação, denominador frágil: dizemos o que o dado não permite concluir com a mesma clareza com que dizemos o que ele permite.

Comece pelo diagnóstico de dados.

Duas a três semanas sobre uma amostra das suas bases, com um relatório do que existe, do que está quebrado e de quais perguntas já dá para responder. É o menor compromisso possível — e o que torna qualquer projeto seguinte previsível.

  • Hospitais, CCIH e laboratórios
  • Secretarias municipais e estaduais de saúde
  • Indústria farmacêutica e de diagnóstico
  • Grupos de pesquisa e agências de fomento