O dado que decide já está dentro da sua instituição.
A Coorte transforma registros de rotina — prontuário, laboratório, prescrição, dispensação e faturamento — em evidência epidemiológica, indicadores de gestão e sistemas de vigilância. Rigor de pesquisa clínica, entrega de engenharia de dados.
Dados ilustrativos.
O gargalo não é falta de dado. É falta de caminho entre o dado e a decisão.
Hospitais e secretarias já produzem, todo mês, mais registro do que conseguem ler. O que falta é a ponte — e ela quebra sempre nos mesmos três pontos.
O dado existe, mas não é confiável
Texto livre, código sem padrão, encoding corrompido, identificador que não liga entre sistemas. Sem uma fundação de dados verificada, todo número seguinte é opinião.
O relatório existe, mas não vira ação
Um PDF com trinta gráficos não diz a ninguém o que fazer na segunda-feira. Falta a lista nominal, o alerta, o indicador com dono e periodicidade.
O projeto existe, mas não sobrevive
Quando a análise mora no notebook de um consultor, ela morre com o contrato. Entregamos código versionado, dicionário de dados e documentação — a instituição fica com a capacidade.
Três frentes sobre a mesma fundação de dados.
Começamos sempre pela camada que ninguém quer fazer — ingestão, limpeza, ligação de registros, dicionário — porque é ela que sustenta tudo que vem depois.
Estudos com dados de rotina
Coortes retrospectivas, prevalência com recorte de equidade, modelos de risco e avaliação de intervenção com desenhos que aguentam revisão por pares.
- Definição de caso e coorte a partir de CID, CIAP, exames e prescrição
- Séries temporais interrompidas para avaliar protocolos e diretrizes
- Modelos multivariáveis de desfecho, com confundimento declarado
- Métodos, resultados e material suplementar prontos para submissão
Indicadores, painéis e listas de trabalho
A camada que a gestão usa: indicadores com definição escrita, painel que abre sem servidor e lista nominal de quem precisa ser chamado.
- Indicadores de atenção primária, ICSAP e acompanhamento de repasse
- Painéis territoriais por unidade, bairro e vulnerabilidade
- Listas de busca ativa: rastreamento em atraso, exame vencido, sem tratamento
- Auditoria clínica: prescrição fora de diretriz, cultura positiva sem conduta
Do piloto ao sistema em operação
Quando a análise precisa rodar sozinha todo mês, viramos produto: pipeline, alerta, interface e transferência para a equipe da casa.
- Vigilância automatizada com detecção de sinal e alerta
- Instalação local — o dado não sai da instituição, com trilha de auditoria
- Integração com laboratório, prontuário e equipamentos
- Documentação, treinamento e transferência de código
Dois ambientes, uma mesma arquitetura.
Um complexo hospitalar terciário e uma rede municipal inteira. Em ambos, a matéria-prima foi o registro que já existia.
Dez anos de hemoculturas, de arquivo bruto a vigilância
Reconstruímos a série histórica completa de hemoculturas do complexo entre 2016 e 2025 a partir das extrações do laboratório e do equipamento — passando por padronização de organismos, perfis de sensibilidade, pareamento de frascos e identificação de contaminação.
Sobre essa base, entregamos análise de tendência de resistência por instituto, tempo até a detecção, qualidade de coleta e recoleta, trajetórias de pacientes e um mecanismo de sinalização de aglomerados por unidade — além do relatório institucional completo e do protótipo do sistema de vigilância.
A rede municipal inteira ligada no nível do paciente
Integramos as bases de atenção básica, hospital, exames, prescrição e dispensação de medicamentos do município e verificamos a ligação entre elas no nível do paciente — construindo a espinha de atendimentos que sustenta todas as análises seguintes.
A partir dela: coorte de infecção urinária com definição de caso em camadas, itinerário de cuidado e desfechos, modelos de escalonamento e recorrência, classificação AWaRe do antimicrobiano prescrito, avaliação por série temporal interrompida do efeito de uma diretriz municipal, análise de equidade por bairro e vulnerabilidade, indicadores de atenção primária com listas de busca ativa e painéis para a secretaria.
Cinco etapas, sempre nesta ordem.
Nenhuma análise começa antes de a fundação estar verificada. É mais lento no primeiro mês e mais rápido em todos os outros.
Diagnóstico
Inventário das bases, perfil de campos, cobertura por período e o que efetivamente dá para responder com o que existe.
Fundação
Ingestão reprodutível, correção de codificação, tipagem, ligação de registros verificada e dicionário de dados publicado.
Definição
Caso, coorte, exposição e desfecho escritos em código e em português, com as listas de códigos versionadas e auditáveis.
Análise
Descrição, modelagem e avaliação de intervenção — com limitações e vieses declarados, não escondidos no rodapé.
Transferência
Relatório, painel, lista de trabalho ou sistema — mais o código, a documentação e o treinamento de quem vai operar.
O que chega à mesa de quem decide.
Um indicador com definição escrita, um gráfico que responde a uma pergunta e uma lista de pessoas para chamar. Nesta ordem.
Concordância com a diretriz de antimicrobianos
Percentual mensal de episódios tratados conforme a diretriz, antes e depois da publicação — série temporal interrompida.
Ver os dados em tabela
| Período | Concordância média |
|---|---|
| jan–ago/2024 (antes) | 42,0% |
| set–dez/2024 (após) | 53,3% |
| jan–dez/2025 | 59,8% |
Resistência aos antimicrobianos de uso urinário
Percentual de isolados resistentes, entre culturas positivas do período.
Ver os dados em tabela
| Antimicrobiano | % resistente |
|---|---|
| Ciprofloxacino | 42% |
| Ceftriaxona | 28% |
| Amoxicilina/clavulanato | 24% |
| Nitrofurantoína | 6% |
| Fosfomicina | 4% |
Todos os números desta seção são ilustrativos e foram gerados sinteticamente para demonstrar formato de saída. Não representam dados de nenhuma instituição, paciente ou serviço.
Um núcleo pequeno, com as três competências na mesma sala.
Medicina, epidemiologia e engenharia de dados sentadas juntas. É o que evita que a análise seja tecnicamente correta e clinicamente irrelevante — ou o contrário.
Paulo Suen
Médico-cientista de dados. Pós-doutorado no Hospital das Clínicas da FMUSP, com trabalho em vigilância microbiológica, resistência antimicrobiana e coortes de dados de rotina do SUS.
[Nome]
[Uma a duas frases: formação, desenhos de estudo dominados, área clínica de origem, principais publicações.]
[Nome]
[Uma a duas frases: escala de dados já operada, integrações com prontuário e laboratório, prática de reprodutibilidade.]
Instituições onde conduzimos ou conduzimos projetos de análise. A menção não implica endosso comercial.
O dado não precisa sair de casa
Trabalhamos preferencialmente dentro da infraestrutura da instituição, com trilha de auditoria. Nuvem só quando é a escolha do cliente, nunca a condição do serviço.
Ética e base legal antes da primeira linha
Submissão a comitê de ética, termo de uso de dados de registro eletrônico e adequação à LGPD fazem parte do escopo, não do improviso.
Limitação declarada é entrega
Cobertura incompleta, viés de indicação, denominador frágil: dizemos o que o dado não permite concluir com a mesma clareza com que dizemos o que ele permite.
Comece pelo diagnóstico de dados.
Duas a três semanas sobre uma amostra das suas bases, com um relatório do que existe, do que está quebrado e de quais perguntas já dá para responder. É o menor compromisso possível — e o que torna qualquer projeto seguinte previsível.
- Hospitais, CCIH e laboratórios
- Secretarias municipais e estaduais de saúde
- Indústria farmacêutica e de diagnóstico
- Grupos de pesquisa e agências de fomento